09/02/10




Amo-te

Amo-te quando em largo, em alto e profundo
Minha alma alcança quando, transportada,
Sente alongando os olhos deste mundo,
Os fins do Ser, a Graça entressonhada.
Amo-te em cada dia, hora e segundo.
À luz do Sol, na noite sossegada,
E é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não pedem nada.
Amo-te com o doer das velhas penas;
Com sorrisos de prece,
E a fé da minha infância, ingênua e forte.
Amo-te até nas coisas mais pequenas.
Por toda a vida. E assim Deus o quiser,
Ainda mais te amarei depois da morte.



Elizabeth Barret Browning
Tradução: Manuel Bandeira

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