12/04/10

Feira de Conímbriga


JORNAL DE NOTÍCIAS
Condeixa-a-Nova 12 de Abril de 2010

Turístas passam ao lado da Feira de Conímbriga

CARINA FONSECA

Vendedores lamentam estar fora do circuito de visitas.

Quem visita as Ruínas de Conímbriga, em Condeixa-a-Nova, passa, literalmente, ao lado da feira livre que se realiza, no Parque de Merendas, no segundo domingo do mês. Os vendedores lamentam a falta de clientes e atribuem-na ao circuito seguido pelos guias.

"Os grandes grupos passam ao lado da feira. Deviam desviar as excursões para aqui. Ainda não vendi nada hoje". Palavras de Eufémia Santos, que se repetem banca após banca. Maria Rosa, por exemplo, prefere imaginar que está na praia: "O negócio corre muito mal. Os turistas não passam por aqui". Ao lado, Lurdes Trindade completa: "Mesmo que não comprassem nada, só o facto de virem dava outra vida à feira!".

Estendidas no farto relvado, as cabaças pintadas a tinta acrílica de Adriana Fernandes captam atenções. Mas a professora de Educação Visual ainda não vendeu uma só. Lua Reis, presente desde a primeira edição com a sua bijuteria amiga do ambiente - brincos feitos com rolhas, pregadeiras nascidas de paus de gelado... -, admite que o número de visitantes é muito baixo. "O ideal seria que nos deixassem ficar mais perto da entrada", opina. Mais uma vez, não é voz única.

"A feira está muito escondida"

"Até tenho aqui coisas de valor - relógios de 300 euros, um conjunto da 'Vista Alegre' que vendo por 200 euros -, mas só se for um turista a comprar... E a feira está muito escondida", sustenta Milton Sousa, desanimado.

Tal como ele, Teresa Cunha viajou de Coimbra até Condeixa-a-Nova atraída pelo certame, mas na condição de visitante. Nem por isso a opinião é diferente: "A feira está um bocadinho escondida, desviada. Até pensava que era feita à entrada. Para vir aqui, é preciso vir de propósito".

"Os expositores queixam-se de que os guias têm uma rota e não passam pelo espaço", admite, por seu lado, o presidente da Junta de Freguesia, António Navarro, que faz parte da organização. O autarca garante que vai contactar o director do Museu Monográfico de Conímbriga, Virgílio Correia, no sentido de conseguir que "o trajecto [das visitas] se faça por dentro do Parque de Merendas". O JN tentou, sem êxito, obter um comentário de Virgílio Correia.

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